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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

TURMA DO CHAVES

Eu ja tinha ouvido falar que ela morreu:



Nao sabia sobre a morte dele:



Achei a Chiquinha super consevada!



Eu jamais reconheceria o Chaves (tvz reconheceria se ele estivesse com o chapeuzinho):



Ele ateh que nao mudou muito, acho que o que pegou mais foi a careca:



Nao achei que a Dona Florinda mudou tanto:



Que barato ver o Kiko de "homem":



Agora vamos combinar, o seu Madruga nao mudou nadaaaa!!! rsrs



E pra finalizar, professor Girafalis!!!



Adorei ver as fotos dessa turma!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Promotoria de Buriti/MA mapeia áreas desmatadas

Promotoria de Buriti/MA mapeia áreas desmatadas

80% das vistorias trazem dados alarmantes

PROMOTORIA DE BURITI MAPEIA DESMATAMENTOS

A Promotoria de Justiça de Buriti nomeou o perito ambiental, o Sr. Antonio José Barbosa Campos Filho, Antonio Pernambucano, com o fim especial de realizar um trabalho de levantamento em todos os imóveis rurais no município Buriti que tenham desmatamentos em seu interior. Já foram vistoriadas 80 % dos imóveis e as anormalidades são alarmantes.

Essa preocupação da Promotoria de Buriti com o meio ambiente é respaldada na legislação ambiental em vigor e no caso particular de Buriti, por está entre os municípios propensos a desertificação. Estudos científicos demonstram que o município Buriti possui terras frágeis de fácil degradação, passível de virar deserto num curto prazo. Isso se nada for feito de imediato e a continuar esse desmatamento irresponsável, à margem da lei ambiental.

As chapadas buritienses com suas árvores funcionam como uma grande caixa d’água (uma esponja que ensopa com as chuvas e desensopa com a estiagem) que abastece os nossos riachos que de um lado correm para o Parnaíba e do outro para outros rios maranhenses. Hoje condenadas a desaparecerem pelo desmatamento desordenado para a monocultura da soja, em que seus executores vislumbram apenas dólares e nada mais, o resto é que se dane.

Só a título de exemplo, com a ausência das árvores, as chuvas caem com maior intensidade na terra, provocando erosão que arrasta grandes volumes de terras para os leitos dos riachos. A compactação do solo, provocada pelas máquinas, dificulta a infiltração das águas das chuvas, assim, ocorre uma maior incidência de luz solar diretamente na terra desprotegida, aumentando as temperaturas locais. Conseqüentemente há um rebaixamento do nível do lençol de água subterrâneo, causando a extinção dos olhos d‘água, das nascentes dos rios e riachos, resultando, assim, no desabastecimento de água das regiões próximas e finalmente o fenômeno da desertificação.

DADOS DO DESMATAMENTO EM BURITI

Em oitenta por cento dos imóveis vistoriados encontrou-se os seguintes resultados, veja a seguir:

·100 % apresentam irregularidades quanto a preservação de árvores protegidas por lei. O maior índice refere-se ao Pequi.

·100 % não tem EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto Ambiental).

·40 % apresentam inexistência de área de reserva legal. E esta ilegalidade foi autorizada pelo próprio Ibama, justificando compensação em outra área.

·20% apresentam área superior ao que foi autorizado pelo Ibama.

·20% não tem as devidas licenças ambientais, que são obrigatórias.

Diante dos dados concretos, verifica-se que a questão ambiental relativo ao desmatamento em Buriti é mais absurda do que se imaginava. A leitura simplória dos dados nos diz que a lei que protege o pequizeiro nunca foi respeitada. Há um descumprimento total do EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto Ambiental). Percebe-se que de cada dez imóveis desmatados, apenas seis apresentam reserva legal. Afronta-se frontalmente toda a legislação ambiental.

O levantamento desses dados escancara a problemática do desmatamento no município de Buriti e quão é inescrupulosa a sua prática. São dados de valores inestimáveis que servirão com certeza para conscientização da sociedade, como também, punir os verdadeiros responsáveis por esses graves crimes ambientais.

Reconheçamos que os dados até aqui coletados pelo nobre perito, com autorização da douta promotoria, representam um grande trabalho e um avanço sem precedentes na história do controle ambiental em Buriti.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

TRABALHO INVESTIGATIVO SOBRE BURITI-MA

1º INVESTIGAR DADOS SOBRE A CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO, OS INTERESSES QUE MOTIVARAM ESSA CRIAÇÃO E SUA EVOLUÇÃO POPULACIONAL:

O povoado que originou o município de Buriti teve início quando Inácia Vaz ao se fixar à margem do riacho Tubi, em um vale entre morros, fundou engenho de cana para a fabricação de açúcar mascavo, rapadura e aguardente। A abundância de água e a fertilidade das terras adjacentes fizeram com que o engenho prosperasse, atraindo diversas famílias para o local, que se constituiu em povoação, denominada Buriti, em razão do buritizal ali existente. Mais tarde, em homenagem à fundadora, o lugarejo passou a chamar-se Buriti de Inácia Vaz, o que foi confirmado por Decreto de 1933. Entretanto, em Divisões Territoriais posteriores, figurou com a primitiva denominação, que ainda conserva. Em 1888, desmembrou-se do município de Brejo. A elevação à categoria de Cidade ocorreu em 1938. Gentílico: buritiense, Formação Administrativa. Distrito criado com a denominação de Buriti, pela lei provincial nº 157, 19-10-1843, subordinado ao município de Brejo. Elevado à categoria de vila com a denominação de Buruti, pela lei provincial nº 1428, de 1204-1888, desmembrado de Brejo. Sede na povoação de Buriti. Pela lei municipal de 11-07-1893, transfere a sede do município da povoação de Buriti para a de Curralinho. Pela lei estadual nº 529, de 01-04-1910, a sede volta para a povoação de Buriti. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 2 distritos: Buriti e Curralinho. Pela lei estadual nº 667, de 28-04-1914, desmembra do município de Buriti o distrito de Curralinho. Elevado à categoria de município. Pelo decreto estadual de 1933, o município de Buriti passou a denominar-se Buriti de Inácia Vaz. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pela lei nº 159, de 06-12-1938, o município de Buriti de Inácia Vaz voltou a denominar-se Buriti. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Voltou a denominar-se Buriti. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. Alterações toponímicas municipais. Buriti para Buriti de Inácia Vaz alterado, pelo decreto estadual de 1933. Buriti Inácia Vaz para Buriti alterado, pela lei 159, de 06-12-1938.

Nome dos prefeitos e períodos em que governaram: 1º - Felinto Pessôa de Faria Neto de 06/12/1938 a 31/12/1944, 2º Antonio Pio de Faria de 01/01/1945 a 30/06/1946, 3º João de Freitas Costa de 01/06/1946 a 31/12/1947, 4º Osvaldo Freire de Faria de 01/01/1948 a 31/01/1951, 5º Raimundo Nonato de Almeida de 31/01/1951 a 31/01/1955, 6º Osvaldo Freire de Faria de 31/01/1955 a 31/01/1960, 7º Raimundo nonato de Almeida de 31/01/1960 a 08/10/1964, 8º Aidil de Sousa Carvalho de 08/10/1964 a 31/01/1966, 9º Antonio de Faria Dutra de 31/01/1966 a 31/01/1970, 10º Osvaldo Freire de Faria de 31/01/1970 a 31/01/1971, 11º Francisco Machado da silva de 31/01/1971 a 31/01/1973, 12º Benedito Gonçalves Machado Filho de 31/01/1973 a 31/01/1977, 13º Fernando Costa de Almeida de 31/01/1977 a 01/01/1983, 14º Benedito Gonçalves Machado Filho de 01/01/1983 a 01/01/1984, 15º Elza Maria Magaldi Machado de 01/01/1984 a 01/01/1989, 16º José Machado Vilar de 01/01/1989 a 31/12/1992, 17º Alan George Novais Viana de 01/01/1992 a 31/12/1996, 18º José Machado Vilar de 01/01/19997 a 31/12/2000, 19º José Machado Vilar de 01/01/2001 a 31/12/2004 20º Francisco Evandro Freitas Costa Mourão de 01/01/2005 a 31/12/2008, 21º Francisco Evandro Freitas Costa Mourão de 01/01/2009 a 31/12/2012.

2º INVESTIGAR DADOS SOBRE OS GRUPOS QUE FORMARAM A POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO ELABORANDO GRÁFICOS, MAPAS INDICANDO A ORIGEM DAS CORRENTES MIGRATÓRIAS QUE PARA AQUI VINHERAM E QUAL A CORRENTE DOMINANTE:

Os grupos que formam nosso município são:

OS NEGROS 5% migraram dos povoado Mocambinho, Santa Cruz, Axixá e Pitombeira;

OS BRANCOS 15% migraram dos povoados Saquinho, Morrinho, Bom Jesus, Lagoa etc.

OS PARDOS 80% migraram de Brejo, Palestina, Anapurus, Mata Roma, Chapadinha, Pará, Piauí, Pernambuco, Coelho Neto etc.

3º OBSERVAR OS ANOS DE MIGRAÇÃO MAIS INTENSA PROCURANDO ASSOCIAR COM O CONTEXTO POLÍTICO ECONÔMICO DO ESTADO DO MARANHÃO.

O ano de 2004 foi um ano em que os gaúchos migraram para as terras buritienses, com o objetivo de cultivar soja e milho, neste período o cartório lucrou bastante, mais o que pude observar é que a maioria dos vendedores de terras eram analfabetos, sempre precisavam de um procurador para concretizar a venda. Mesmo com grandes plantações a economia não mudou muito, porque os produtos aqui cultivados são comercializados em outros Estados. Com a compra das terras em redor da cidade a população urbana inchou, pois a população rural migrou para a sede, deixando o cenário econômico ainda mias fragilizado, onde todo mundo procura emprego, mais sem mão de obra especializada.

4º IDENTIFICAR, ENTRE OS MORADORES MAIS ANTIGOS MIGRANTES DAS DIVERSAS REGIÕES. ENTREVISTAR ESSES MIGRANTES SOBRE SUA HISTÓRIA DE VIDA, PROCURANDO EXPLORAR A SUA VISÃO DE REGIÃO E DE DIFERENÇA REGIONAL, OU SEJA, QUAL A SUA APRECIAÇÃO QUE FAZ SOBRE OS MIGRANTES DE OUTRAS REGIÕES.


5º ESCREVER UM TEXTO SOBRE A DIVERSIDADE ÉTNICO CULTURAL DE SEU MUNICÍPIO, UTILIZANDO OS DADOS COLHIDOS.

Falar da diversidade cultural e étnica de nosso município Buriti é um pouco complicado, por que aqui nesta cidade temos os negros que apesar de serem minoria, ainda são vistos como pessoas inferiores e isto significa que se aqui em Buriti agente percebe traço de racismo imagine no restante do País? Temos os brancos que antes não se relacionavam com os das outras etnias agora é que seus filhos estão casando-se com pessoas de outra cor ou raça, entre eles a religião predominante é o catolicismo, mais já existem casos em que membros dos brancos casados com pessoas protestantes, fazendo com que a cultual de um predomine no outro e até mesmo porque as mulheres brancas quando se casam vão morar em outros lugares que tem outros povos, outros costumes e outra cultura, difundindo assim sua cultura mãe seus costumes, já os pardos dominam em maioria com os das outras etnias, existe uma época em que nosso município recebe pessoas de todas a etnias os dias 16 a 26 de julho de cada ano acontecendo assim o cruzamento entre elas e os costumes e cultura vão se misturando cada vez mais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CONFLITO DO POVOADO BELÉM NOS ANOS 80

Na década de 80, o grupo João Santos assim denominado, possuia muitas terras no município de Buriti, com isso milhares de pessoa viviam nestas terras.

Para conhecer estes movimentos, Maria Santana Silva, afirma que: no povoado Belém 48 famílias nasceram e se criaram na área, sendo que quem não nasceu morava há mais de dez anos, em 1982 um dos moradores vende toda a área ao grupo João Santos, a partir dai as pessoas que lá viviam passaram a ser obrigadas a trabalharem nos engenhos da empresa todos os anos, deixaram para trás mulheres, crianças, idosos. As mulheres nesse período, sobreviviam do extrativismo do coco babaçu, a empresa pagava baixos salários e só libertava-os pelos mês de novembro, quando não era mais possível cuidar das roças.

Em 1984 as pessoas da própria comunidade sentiram a necessidade de se organizarem e nesse momento os trabalhadores se recusaram a trabalhar nos engenhos, a partir de então o gerente passou a pressionar os trabalhadores que se recusavam a trabalhar para eles afirmando que se não fossem cortar cana teriam que desocupar a área.

Nesse mesmo ano os trabalhadores se reuniram e colocaram 102 linhas de roças, em regime de mutirão, a empresa por sua Vez, colocou um grupo de pistoleiros, impedindo-os de proceder aos tratados culturais e à colheitas, paralelamente a este ato de força, a empresa passou a entrar na justiça com ações de manutenção de posse, em 1985 a empresa conseguiu ganho de causa na justiça, os trabalhadores pediram ajuda das autoridades e conseguiram retardar os efeitos dessa vitória judicial da empresa, o grupo insistiu em mover ações possessórias contra os trabalhadores, para expropria-los dos 2.906 há que ocupavam há gerações.

Em 1992 houve o 1º desejo dessas famílias, mas depois de alguns dias elas retornaram e se estabeleceram nesse período os trabalhadores iniciaram uma verdadeira peregrinação por diversos órgãos oficiais em São Luís e Brasília, como: governador do estado, Contag, ao presidente do INCRA e ao presidente do ITERMA sem êxito.

No ano de 1993, sob a alegação de que as famílias tinham voltado para a área a Juíza da Comarca, Edine Bacelar ordena despejo contra o povoado Belém, as famílias tiveram seus bens destruídos, mas foram acolhidos na “Casa de Convivência” e por lá permaneceram um tempo até que tudo se acalmasse. Quando retornam para a casa, o grupo manda para a comunidade um pistoleiro que espalha o medo entre as pessoas e por lá permanece um ano, os trabalhadores cansados, armaram uma emboscada para o tal, depois disso as famílias fugiram para o meio do mato e lá ficaram durante 15 dias debaixo de sol e chuva.

Ao retornar, três trabalhadores são presos, Raimundo da Conceição Mascarenhas, João Batista dos Reis e Raimundo da Conceição Lima, os quais são humilhados, torturados psicologicamente e fisicamente.

Paralelamente a estes acontecimentos o povoado Cacimba do Boi, também do grupo João Santos, houve lutas entre trabalhadores e empregados do grupo, na qual veio falecer um trabalhador em confronto com pistoleiros, depois desse acontecimento a empresa abandonou as terras, pois já se encontravam devastadas devido a derrubada das palmeiras de coco babaçu, que eram cortados e levados para o beneficiamento em Coelho Neto, com o abandono das terras por parte do grupo , as famílias permanecem na terra, mas a comunidade não se desenvolveu devido a falta de conhecimento das pessoas da comunidade, praticamente analfabetos, o que dificultou o seu desenvolvimento.

Mas nem todos os movimentos da região houve sangue derramado, algumas comunidades conseguiram tomar posse da terra com muitas lutas, mesmo assim não foi preciso pegar em armas para consegui-lo, exemplo disso são as seguintes comunidades, Santa Cruz, Pé da Ladeira e Santa Fé, também do município de Buriti, que conseguiram a posse da terra de forma pacifica.

A comunidade do Belém com a ajuda da Secretaria de Agricultura foi contemplado com o PRONAF A que financiou um projeto de um campo de caju, onde toda a produção é comprada por uma cooperativa que a repassa para a merenda escolar do município. Hoje a comunidade conta com uma mini-indústria de processamento da polpa da fruta, conta também com água encanada, energia elétrica, 25 casas de alvenaria em substituição as de taipa ou adobe, das comunidades acima citadas a do Belém foi a que mais se desenvolveu e está bem organizada, devido as suas lutas pela posse definitiva da terra.

Esses movimentos contribuíram para que as comunidades do Belém se desenvolvessem, a partir do momento em que essas pessoas aprenderam a se organizar para buscar melhor e qualidade de vida e essa contribuição reflete na educação das pessoas do Belém que atende alunos do Pré-escolar até os anos finais do Ensino Fundamental, juntamente com a EJA (Educação de Jovens e Adultos) para aqueles alunos que não o fizeram em idade própria e conta também nas turmas multisseriadas com a metodologia da Escola Ativa.

Esse desenvolvimento é percebido no rosto de cada aluno, na sua forma de expressar-se, de organizar.

Hoje filhos de lideres dos trabalhadores que lutaram no conflito são militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) fortalecendo a luta da comunidade pro projeto, mas isso só será possível com o acesso do camponês à educação através das lutas e movimentos।

Obs: Se vc Souber de algo mais acrescente.